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domingo, 31 de outubro de 2010

Saúde defende e pediatra veta medicamento

31 de outubro de 2010 | 0h 00
    - O Estado de S.Paulo
    A adoção de droga experimental da Pfizer para tratar Gaucher foi uma solução "segura e eficaz" diante do desabastecimento mundial do remédio que vinha sendo usado, defendeu o Diretor de Assistência Farmacêutica do Ministério, José Miguel Nascimento Júnior. "Foi adotada no México, nos EUA, na França", declarou, enfatizando que na época outra empresa, que tinha uma terceira opção de remédio, disse que não conseguiria atender a demanda do País.

    A reportagem verificou que na Europa e nos EUA houve decisão de priorizar os pacientes mais graves diante do desabastecimento e questionou o diretor. Segundo Nascimento Júnior, cada país adotou diferentes soluções e a França efetivamente vem autorizando seu uso.
    Nascimento Júnior também enfatizou que adotar os procedimentos de um estudo clínico não seria possível em razão da demora, o que poderia prejudicar os doentes.
    O diretor apontou por fim que apesar da ausência de estudo publicado sobre a taliglucerase os dados da droga foram analisados pela Anvisa. "Até agora não foi registrado nenhum evento adverso no Brasil", afirmou.
    "Há muito dinheiro e interesse de laboratórios envolvidos", afirmou a médica Ida Schwartz, professora do departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. "O governo fez uma boa ação. Embora não aprovado, na área de doenças raras é muito comum que se tenha de usar drogas experimentais e que os estudos existentes sejam pequenos", continuou a especialista, que faz parte de grupo que assessora o ministério.
    Além dos especialistas de São Paulo, também a Associação Brasileira de Hematologia, a Sociedade Brasileira de Pediatria e o Conselho Federal de Medicina decidiram discutir a taliglucerase. A presidente do departamento de genética da Sociedade Brasileira de Pediatria, Maria Terezinha de Oliveira Cardoso, encaminhou recentemente parecer vetando o uso da droga em crianças com Gaucher em razão da existência de estudos com adultos, apenas. A médica declarou não ter conflitos de interesse. "Não tenho nada, minha preocupação é com as crianças."

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