RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira a política de segurança do governo do Rio de Janeiro, baseada na instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) nas favelas do Estado, e afirmou que essa estratégia tem reconhecimento nacional.
"Quero te dar parabéns pela coragem de enfrentar os delinquentes deste Estado. Subir no morro, tirar bandidos sem molestar homens e mulheres de bem é extraordinário, e você vai continuar tendo o apoio das sociedades carioca, brasileira e do governo federal", disse Lula durante discurso, se dirigindo ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).
As declarações de Lula foram feitas em cerimônia de entrega de casas do programa Minha Casa, Minha Vida. O evento aconteceu no complexo de favelas do Alemão, considerado um dos locais mais violentos da cidade do Rio de Janeiro.
"Não pare. Eles vão começar a ameaçar, para eles é melhor ter um facínora como eles governando", acrescentou o presidente, que trocou elogios com Cabral durante o evento.
O presidente disse que o peemedebista é o melhor governador da história do Rio de Janeiro, enquanto Cabral afirmou que Lula foi melhor presidente que Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.
ALFINETADAS EM MAIA
Lula reiterou a parceria entre os governos estadual, federal e municipal, segundo ele inédita na história do Rio de Janeiro, e aproveitou para criticar o ex-prefeito Cesar Maia.
"O (prefeito Eduardo) Paes é outro alívio para vocês, é como se vocês vivessem com uma dor de cabeça crônica, porque haviam um prefeito que parecia mais um pavão do que um prefeito, que só queria aparecer. Nunca teve coragem de me receber, mesmo quando era para dar dinheiro para o Rio de Janeiro", disse Lula.
"Ele preferia ficar no blog dele falando mal de mim e do Cabral. A eleição do Paes é um remédio para acabar com uma dor de cabeça de alguém que só pensava em si próprio."
Segundo, a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernando Coelho, disse que serão assinados mais de 1 milhão de contratos do programa até o final do ano.
Até agora, já foram firmados 689 mil contratos em todo o país. A Caixa informou que do início do ano até 18 de outubro foram contratados o equivalente a 56,8 bilhões de reais em financiamentos habitacionais, totalizando 904 mil contratos.
(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Edição de Eduardo Simões e Alexandre Caverni)

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